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terça-feira, 28 abril 2026

A economia de El Salvador enfrenta sérios desafios

San Salvador, 12 de agosto (Prensa Latina) Com um baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), entre 2% e 2,5%, e na última posição da América Central, a economia de El Salvador enfrenta sérios desafios.

Essa situação foi avaliada pelo economista Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de Reservas (BCR), que citou exemplos da crise como a redução de 12 mil empregos até 2025 e o corte de gastos públicos, entre outras reivindicações do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o país melhore suas finanças.

Atualmente, a economia não está conseguindo atingir o impulso prometido pelo presidente Nayib Bukele em junho de 2024, e setores como a produção de açúcar estão sofrendo fortes quedas no primeiro semestre de 2025.

As vendas externas deste produto despencaram 27,6% no primeiro semestre de 2025, deixando receitas de apenas US$ 121,4 milhões durante esse período.

As receitas de exportação de açúcar caíram 46,18 milhões de pesos em comparação com 167,62 milhões de pesos no mesmo período em 2024, atingindo seu menor valor desde 2016, quando atingiram 90,20 milhões de pesos, segundo fontes oficiais.

Os problemas econômicos foram até agora atenuados pelas remessas, já que as famílias salvadorenhas receberam uma média de 26,7 milhões de dólares diários em ajuda durante o primeiro semestre do ano, quando atingiram 4,837 bilhões nesse período, de acordo com o BCR.

Outro problema que afeta os salvadorenhos é o peso da dívida pública, que atingiu níveis críticos que comprometem a capacidade do Estado de atender às necessidades básicas da população.

Os US$ 33,13 bilhões registrados em abril deste ano representam 89,2% do PIB, uma crise fiscal cuja magnitude transcende os números e se torna uma ameaça direta ao bem-estar social e ao futuro econômico do país.

Também destaca o sério impacto do serviço da dívida na drenagem de recursos públicos.

Até 2025, a amortização e os pagamentos de juros atingirão US$ 2 bilhões.784,66, o equivalente a 28,8% do orçamento geral, impactando as oportunidades sociais do país.

Esses números e outros problemas decorrentes dos ajustes indicados pelo FMI aumentam os desafios da economia e dificultam que o presidente Bukele alcance o impulso econômico prometido em seu segundo mandato.

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