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sexta-feira, 21 agosto 2026

80% dos jovens argentinos planejam emigrar

Buenos Aires, 21 de agosto (Prensa Latina) Diante de um mercado de trabalho em deterioração que gera incerteza, 80% dos jovens argentinos estão pensando em emigrar em busca de novos horizontes econômicos e melhores oportunidades, segundo um estudo divulgado nesta sexta 21.

análise realizada pelas empresas de pesquisa de mercado Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) e Voices! Argentina, e repercutida pelo jornal Ámbito Financiero, revela que oito em cada dez argentinos entre 18 e 24 anos tentariam a sorte no exterior, mesmo considerando positivas suas perspectivas futuras no país.

É o paradoxo da Geração Z – indica a pesquisa – em que há uma tendência notável de buscar novos horizontes que possam ter valor em si mesmos, ao mesmo tempo que se distancia das raízes antigas.

A pesquisa indica que, para a maioria dos jovens de 25 anos, o futuro parece promissor, mas eles preferem vivê-lo em outro país, um fenômeno também observado em outros países.

Segundo estudo publicado pela Ámbito Financiero, 47% dos jovens em todo o mundo acreditam que sua geração tem mais oportunidades do que a de seus pais, e no contexto latino-americano, a Argentina supera a média mundial com 62%.

O estudo revela que, entre a população nacional analisada, 63% se sentem esperançosos em relação ao futuro, enquanto oito em cada dez jovens argentinos buscariam melhores oportunidades no exterior.

No entanto, longe de ver isso como um sinal de desesperança, a diretora executiva da WIN, Constanza Cilley, acredita que seja “uma maneira mais ampla de pensar sobre onde construir” o projeto de vida de cada um.

Em todos os países latino-americanos pesquisados, encontramos uma forte predisposição, que aumenta com o nível de escolaridade, observou Cilley em diálogo com a Ámbito.

Além disso, ele acredita que hoje “para muitos, mudar para um país diferente faz parte de uma trajetória profissional mais flexível”, já que a exploração pode ter “valor em si mesma”. Nesse sentido, ele enfatizou que os fatores tradicionais de enraizamento, como um parceiro ou o desejo de ter filhos, estão perdendo sua centralidade.

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