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Postado em 14/02/2022 11:32

Violência e ódio sem limites nos EUA

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Washington (Prensa Latina) As principais cidades dos Estados Unidos registram um aumento sustentado da violência armada e dos crimes de ódio, cometidos por motivos de raça, cor, sexualidade, religião e origem, segundo fontes oficiais.

Quatorze territórios do país, incluindo a capital -Washington DC-, Los Angeles e São Francisco, registraram mais de 2.000 assassinatos em 2021, o que representa um salto de 46% em relação a 2020 e o número mais alto em mais de 12 anos.

De acordo com uma análise preliminar do Center for the Study of Hate and Extremism da California State University, os negros americanos continuam sendo o grupo mais visado nacionalmente.

Houve vários eventos recentes que chamaram a atenção das autoridades policiais: pelo menos 17 faculdades fundadas para afro-americanos receberam ameaças de bomba.

Os incidentes estão sendo analisados ​​pelo Federal Bureau of Investigation, que os descreveu como crimes de ódio e garantiu que alguns dos jovens suspeitos pertencem a uma organização neonazista.

Retornando ao passado, em dezembro, um ex-policial de Minnesota foi condenado por homicídio culposo por atirar no motorista negro Daunte Wright em abril.

As autoridades federais também apontam para o aumento “dramático” de ataques contra asiáticos-americanos, fenômeno incentivado pelo discurso de ódio do ex-presidente Donald Trump (2017-2021) após o surgimento da Covid-19. A Stop AAPI Hate, organização que defende os direitos dessa comunidade, registrou pelo menos 10.300 incidentes violentos de março de 2020 a setembro de 2021.

Segundo o movimento, 8 em cada 10 moradores de ascendência asiática percebem que as ameaças contra eles estão aumentando.

Políticos ultraconservadores – incluindo Trump – tentam mostrar que isso acontece ao contrário, ou seja, que a comunidade branca é a mais atacada. Eles usam esse argumento para impedir a criação de reformas em favor da igualdade racial.

Também se opõem à regulamentação do porte de armas, única forma de deter a violência que abala o país há décadas e que se agravou durante a pandemia.

Embora a maioria dos americanos exija a criação de leis mais restritivas sobre o uso desses dispositivos, a National Rifle Association impediu que o governo aplicasse regulamentações que afetem seus interesses.

Embora a Casa Branca não tome nenhuma decisão sobre esse aspecto, as estatísticas mostram que o número de assassinatos com armas de fogo cresce a cada ano.

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