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Postado em 27/11/2021 10:25

Temor com nova variante derruba mercado financeiro internacional

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Em meio ao feriado nacional nos EUA, vírus afeta negociações nas bolsas e nos mercados de commodities; analistas pedem cautel

Por Tatiane Correia – Jornal GGN – Os mercados internacionais fecharam em queda nesta sexta-feira, em meio ao temor criado pela nova variante do coronavírus.

Nos Estados Unidos, a queda vista nos índices Dow Jones e S&P 500 na Black Friday foi a mais expressiva desde 1950.

O índice Dow DJIA operava em queda de 2,53%, aos 34.899 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 2,27% e o índice Nasdaq caía 2,23%.

Vale lembrar que as negociações nos EUA foram reduzidas devido ao feriado de Ação de Graças.

No mercado de commodities, o índice West Texas Intermediate (WTI) ficou abaixo de US$ 70/barril pela primeira vez desde o final de setembro, enquanto o preço do barril Brent ficou abaixo dos US$ 75, segundo dados da Bloomberg.

Resposta deve ser a mesma à qualquer vírus mutante

Reportagem do site Market Watch coloca a variante como a de mutação mais expressiva já registrada, fazendo com que ela seja mais transmissível e menos efetiva contra outras variantes.

Pode-se dizer que tal notícia é tudo aquilo que muita gente não queria ouvir após dois anos de pandemia.

A equipe de análise da Saxo Bank chegou a recomendar “extremo cuidado” por conta dos “riscos extremos” de volatilidade no cenário de curto prazo.

Uma das justificativas é a mudança de foco que a notícia da variante representa em termos de posicionamento de mercado.

Um comentário mais duro nesse sentido foi feito por David Durand, fundador e analista no Wall Street Sun and Storm Report.

Para ele, a resposta à nova mutação deve ser semelhante à dada aos novos vírus da gripe – ou seja, com a criação de novas vacinas.

“Você pode imaginar se o mercado de ações reagisse toda vez que houvesse uma nova variante da gripe que exigisse uma nova vacina?”, questionou.

A nova variante do coronavírus foi inicialmente detectada na África do Sul, mas já foram vistos casos na Bélgica, em Hong Kong e em Israel.

A notícia em torno da nova variante já levou diversos países europeus a fecharem suas fronteiras para seis países da região sul do continente africano.

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