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Postado em 12/02/2022 12:50

Senadora pede para acabar com a impunidade dos golpistas na Bolívia

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La Paz (Prensa Latina) A primeira vice-presidente da Câmara de Senadores, Simona Quispe, criticou hoje a impunidade de que gozam até hoje os responsáveis por dezenas de mortes após a imposição do governo de facto na Bolívia.

“Jeannine Áñez não é um político perseguido, basta de mentir, eles devem cumprir seus erros e os crimes que cometeram, o povo exige que a ex-senadora também seja punida pelo que aconteceu em Senkata e Sacaba, e responda pelas mortes que não são negociadas, muito menos deixadas em impunidade”, disse ela em referência a dezenas de assassinados e feridos.

No caso conhecido como Golpe de Estado I, aberto em dezembro de 2020 após uma queixa da ex-congressista Lidia Patty, a ex-governadora de facto e seus ex-ministros Álvaro Coímbra e Rodrigo Guzmán são acusados de sedição, conspiração e terrorismo.

No centro deste caso estão as ações violentas desencadeadas especialmente na Senkata e Sacaba após o ex-presidente não eleito ter emitido e aplicado o Decreto 4078, que isentou as forças armadas da responsabilidade criminal na repressão contra os setores sociais mobilizados.

No início desta semana, o Comitê para o julgamento de 2019 contra os golpistas exigiu publicamente que outras autoridades ligadas aos serviços de segurança fossem incluídas na investigação devido a suas supostas ligações com o golpe.

O líder dessa comissão, Aldo Michel, exigiu perante a imprensa que o atual governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, e o líder do partido Comunidade Cidadã, Carlos Mesa, fossem acusados no julgamento.

Questionado sobre a instalação e posterior suspensão na quinta-feira do julgamento oral contra Añez e um grupo de chefes militares no caso Golpe de Estado II, Quispe disse que o povo boliviano estava esperando por este momento e que os administradores da justiça deveriam cumprir todas as regras e procedimentos correspondentes.

Neste caso, a ex-presidente de facto junto com os principais chefes das Forças Armadas e da Polícia estão sendo investigados para os eventos de novembro de 2019 antes que a ex-senadora se proclame presidente, pelo que são acusados de violação do dever e de resoluções inconstitucionais.

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