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Venezuela

Postado em 18/06/2022 8:38

Sanções calibradas? EUA retiram restrições à petrolífera PDVSA em meio à pressão inflacionária

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© AFP 2022 / Cristian Hernández

Sputnik – O Departamento do Tesouro dos EUA aliviou as restrições à PDVSA, empresa petrolífera estatal da Venezuela, para tentar conter a pressão da inflação.
Os EUA levantaram algumas restrições econômicas à Venezuela, em uma tentativa de “apoiar as conversações” entre Caracas e a oposição venezuelana, comunicou na sexta-feira (17) o Tesouro norte-americano.
“Em um gesto destinado a apoiar as conversações entre o regime de Maduro e a oposição venezuelana, o governo Biden anunciou na terça-feira [14] um alívio das sanções econômicas sobre a Venezuela. Como resultado, a [empresa petrolífera] Chevron poderá negociar sua licença com a empresa petrolífera estatal PDVSA, embora ainda não lhe seja permitido perfurar ou exportar petróleo de origem venezuelana”, disse a declaração do Tesouro dos EUA.
“Além disso, Carlos Erik Malpica-Flores, antigo alto funcionário da PDVSA e sobrinho da primeira dama da Venezuela [Cilia Flores], será retirado da lista de indivíduos sancionados”, continua.

Depósitos de armazenamento de petróleo da PDVSA (Petróleos de Venezuela, S.A.) (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2022

Panorama internacional

Petróleo venezuelano voltará à Europa após 2 anos proibido pelos EUA

Os EUA mantêm uma série de sanções contra o país, cuja imposição acelerou a partir de 2017, sob a administração de Donald Trump (2017-2021). Em 2019 Washington reconheceu Juan Guaidó, então autoproclamado presidente interino da Venezuela, como o líder legítimo do país. No entanto, ele falhou em sua tentativa de reverter os resultados das eleições presidenciais de 2018, que deram a vitória a Nicolás Maduro.
Mais recentemente, a administração de Joe Biden tem tentado liberar o petróleo venezuelano e iraniano, na tentativa de compensar pelo embargo dos países ocidentais ao óleo da Rússia, além de reduzir a inflação nos EUA e o preço do hidrocarboneto. Ao mesmo tempo, a Casa Branca recusou a participação de Cuba, Nicarágua e Venezuela na Cúpula das Américas, levando a críticas e boicotes de vários países sul-americanos.

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