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Postado em 03/07/2020 9:15

Pesar em Chile por morte de mãe de expresidenta Bachelet

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Santiago de Chile, 3 jul (Prensa Latina) Profundas expressões de pesar causou ontem em amplos setores políticos e sociais a morte de Angela Jeria, mãe da expresidenta Michelle Bachelet e viúva do general da Força Aérea de Chile, Alberto Bachelet.
Angela Jeria morreu ontem aos 93 anos, após ser hospitalizada em estado grave de saúde, ainda que segundo meios jornalísticos descartou-se que seu falecimento fora por causa da Covid-19.

Em Chile é recordada por ter-se destacado ao longo de sua vida por sua sistemática defesa dos direitos humanos, a dignidade e demanda-as cidadãs.

Depois do golpe de estado encabeçado por Augusto Pinochet o 11 de setembro de 1973, seu esposo, que nunca se dobrou à ditadura fascista, foi selvagemmente torturado e morreu ao ano seguinte em prisão vítima de um infarto.

Depois Ángela e seus dois filhos, Alberto e Michelle, foram expulsos do país e iniciaram um peregrinar no exílio que os levou a Austrália, México, Cuba, a União Soviética e a República Democrática Alemã.

A seu regresso a Chile em 1979 somo-se de imediato aos labores em defesa dos direitos humanos e em prol de os presos e vítimas da ditadura pelo qual foi detida em várias ocasiões.

Depois de conhecer-se seu deceso, um das primeiras mensagens de me pese chegou do presidente do Partido Comunista (PC), Guillermo Teillier, quem a qualificou de ‘lutadora inclaudicable pelos direitos humanos, inestimable amiga e colega de causas comuns’.

Assim mesmo, em declaração dirigida a Michelle Bachelet, alta comisionada da ONU para os Direitos Humanos, o comitê central do PC definiu que Angela Jeria ‘foi e seguirá sendo uma grande amiga do Partido Comunista de Chile e uma destacada lutadora em defesa dos direitos do povo’.

Acrescenta o texto que desde sua juventude foi protagonista fundamental do processo emancipador mais democrático e revolucionário que tem vivido Chile, que teve sua máxima expressão na Unidade Popular que encabeçou o presidente Salvador Além.

Respaldou e promoveu a unidade das forças de esquerda e ao começar a transição à democracia no país, ela seguiu brigando pela democracia; a verdade e justiça em matéria de violações aos direitos humanos e a participação popular, assinalou.

Desde o governo, em um comunicado, o pressente Sebastián Piñera assinalou que ‘todo Chile conheceu de perto o compromisso de Ángela Jeria com seu país e sua dedicação por sua família’.

Assim mesmo o texto expressa o ‘pesar pelo sensível fallecimiento da senhora Ángela Jeria Gómez e estende suas sentidas e sinceras condolencias à expresidenta Michelle Bachelet e a toda sua família’.

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