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Cuba

Postado em 06/04/2021 7:07

O prestígio de Cuba nos direitos humanos desqualifica as acusações norte-americanas

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Às mencionadas ressalvas do presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, que definiu como indigna, imoral e mentirosa a recente acusação feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos a Cuba, em franca manipulação da questão dos Direitos Humanos, acrescentou suas avaliações nesta segunda-feira, 5 de abril, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, que rejeitou, no Twitter, «as alegações enganosas e politizadas» do relatório que as apoia, que ele afirmou não ser verdadeiro, e que chamou de «oportunista, arbitrário e unilateral».

Na mesma mensagem, o chanceler exortou o governo dos Estados Unidos «a cessar sua campanha de descrédito e interferência».

Na mesma data, e por meio de nota divulgada no site Cubaminrex, informou-se que, em 5 de abril, à tarde, o diretor-geral encarregado dos Estados Unidos do ministério das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, convocou o encarregado de Negócios dos Estados Unidos, Timothy Zúñiga-Brown, a fim de lhe fazer saber o repúdio às considerações de seu governo, assinalando que aproveita de forma oportunista um tema tão sensível como os direitos humanos, para sua política de agressão a países que não estão subordinados a ele, «e que defendem o direito soberano de seus povos à autodeterminação».

«Em relação a Cuba, repete as calúnias que grupos políticos dos Estados Unidos, com posições extremas contra Cuba, formulam há anos como pretextos para a promoção de ações hostis e a imposição de medidas econômicas coercitivas destinadas a prejudicar o padrão de vida da população cubana e puni-la por seu apoio ao sistema político, econômico e social que o país escolheu livre e soberanamente», argumenta a nota.

Segundo consta também, Fernández de Cossío «afirmou que as violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos nos Estados Unidos e pelo governo daquele país são conhecidas e documentadas. Elas dizem respeito ao racismo, xenofobia, brutalidade policial, tortura de prisioneiros, encarceramento prolongado, uso de prisões secretas, anti-semitismo, macarthismo e outras formas de intolerância religiosa e ideológica. Somam-se a isso as execuções extrajudiciais em várias partes do mundo e as detenções arbitrárias e prolongadas de pessoas inocentes».

Em contraste com a realidade estadunidense, o diplomata cubano ressaltou, perante o encarregado de Negócios da embaixada dos EUA, o prestígio do arquipélago no tema dos direitos humanos, «pelos resultados que atingiu na promoção e proteção destes; pela tradição de cooperação com os mecanismos das Nações Unidas que atuam de forma universal e não discriminatória; e pelo apoio do país aos esforços de outras nações em desenvolvimento para proteger os direitos de seus povos», e exemplificou a recente eleição de Cuba como membro do Conselho de Direitos Humanos para o período de 2021-2023, e destacou que a Ilha já assinou 44 dos 61 instrumentos internacionais de direitos humanos.

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