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Postado em 12/08/2016 8:19

O Balé de Cuba é um dos melhores do mundo, a culpa é de Fidel

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Bailarinas do Ballet Nacional de Cuba interpretam Lago dos CisnesL awrence K. Ho
Por Mariana Serafini
Às vésperas da comemoração de 90 anos do aniversário de Fidel Castro (comemorado neste sábado, 13), a bailarina Alícia Alonso falou sobre a importância do dirigente comunista para o desenvolvimento da cultura em Cuba. “Desde o primeiro momento, em 1959 [quando triunfou a revolução], [Fidel] decidiu nos oferecer todas as facilidades para reorganizar e desenvolver a companhia, assim como a escola e o centro para formar os bailarinos”, lembrou. Hoje o Grande Teatro de Havana leva o nome da bailarina e se tornou a sede do Ballet Nacional de Cuba.

Fidel Castro homenageia Alícia Alonso com a Ordem José Martí, 2000
Assim que derrubou a ditadura e tomou o poder, uma das primeiras medidas do revolucionário Fidel Castro, em 1959, foi investir em cultura e educação. E neste combo, entrou o fomento ao balé, que mais tarde se tornaria um dos maiores cartões portais da pequena ilha.

Foi o comandante do Exército Rebelde, combatente da Coluna 1, Julio Martínez Páez, e o primeiro ministro da Saúde Pública do Governo Revolucionário, Antonio Núñez que fizeram a ponte entre o comandante Fidel e os bailarinos Alicia e Fernando, a fim de reestabelecer o Ballet Nacional, destruído por Batista.


A dedicação e a disciplina de Alícia a transformaram na bailarina mais reconhecida de Cuba e uma das maiores do mundo
Imediatamente após o triunfo da revolução, em janeiro, Núñez visitou a casa dos Alonso para garantir que o novo governo apoiaria a reorganização da companhia de dança. Em julho do mesmo ano efetivou sua promessa. Na condição de Primeiro Ministro do Governo Revolucionário firmou a Lei 812 responsável por garantir economicamente o futuro do balé cubano e reconhecer a honrosa contribuição da dança para a cultura nacional.

O Grande Teatro de Havana hoje leva o nome de Alícia Alonso 
Em seguida foi realizado o Primeiro Festival Internacional de Ballet e desde então Fidel nunca mais se distanciou desta arte, sempre direcionou sua gestão governamental para fomentar e fortalecer a cultura da dança em Cuba.

Alicia foi reconhecida e homenageada oficialmente pelo governo cubano inúmeras vezes por seu talento e por sua dedicação à dança. A bailarina nunca escondeu sua gratidão e reconhecimento pelo fomento à cultura que a revolução trouxe. “Muito do que nós cubanos conseguimos no balé durante a etapa revolucionária tem a ver com a sensibilidade de Fidel com a cultura, com seu apoio decidido a nossos projetos”, garantiu.

Alícia Alonso agradece ao comandante da revolução: “Gracias, Fidel”
Hoje a Escola Nacional de Ballet conta com uma estrutura monumental. As aulas são ministradas em um palacete que abriga mais de quatro mil alunos e o balé de Cuba é uma referência mundial. Os bailarinos cubanos entregam no palco a disciplina revolucionária e o ritmo do sangue latino, uma verdadeira pintura em movimento.

“Agora em seu aniversário de 90 anos, é justo que recordemos o que nos entregou e que digamos uma vez mais, junto com todo o povo: obrigada, Fidel”, agradeceu a bailarina suprema de Cuba, que hoje dá nome ao Grande Teatro de Havana, Alícia Alonso.

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Do Portal Vermelho

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