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Postado em 20/07/2016 2:46

Nicarágua comemora o aniversário 37 da Revolução Popular Sandinista

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Manágua, 19 jul (Prensa Latina) A Nicarágua comemora hoje o aniversário 37 do triunfo da Revolução Popular Sandinista, gesta que em 1979 pôs um fim na ditadura da família Somoza e abriu uma etapa de mudanças profundas no país.
A praça La Fe está pronta para receber centenas de milhares de nicaraguenses e personalidades de diversas partes do mundo, entre elas o primeiro vice-presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, à frente de uma delegação composta pela vice-ministra de Relações Exteriores Ana Teresita González e o embaixador de Havana aqui, Eduardo Martínez.
Também destacam representações da Colômbia, Chile, México, Honduras, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Vietnã e Venezuela, entre outras.
Para a ocasião, tanto a referida esplanada, bem como o Paseo de los Estudiantes e a Avenida de Bolívar a Chávez, principais lugares em que se desenvolverão as festividades, exibem suas melhores decorações e estão prontos para receber centenas de milhares de nicaraguenses que confirmarão seu apoio ao projeto promovido pelo governo sandinista.
As festas começarão desde cedo e terão seu clímax na tarde com o ato central, presidido pelo mandatário Daniel Ortega e pela coordenadora do Conselho de Comunicação e Cidadania, Rosario Murillo.
Telas gigantes, bandeiras vermelho e pretas da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e azul e branca do pavilhão nacional, junto com as luminárias Arboles de la Vidaâ se destacam na paisagem da cidade.
Para muitos, a participação que se espera será uma clara mensagem de apoio a Ortega nas próximas eleições, devido à restituição de direitos sociais, políticos, econômicos e culturais que o Governo leva a cabo.
No dia 19 de julho de 1979, a FSLN acabou com a ditadura de Anastasio Somoza Debayle, o último dessa família a ocupar o poder, e desde então empreendeu uma série de mudanças transcendentais no país, como uma campanha de alfabetização e uma reforma agrária, entre outras ações revolucionárias.
No entanto, depois dos efeitos devastadores de um cerco econômico e da guerra financiada e organizada pelos Estados Unidos, a FSLN perdeu nas eleições de 1990 para uma coalizão que reuniu todas as forças políticas opositoras.
Dezessete anos depois, pela via das urnas, a Frente voltou ao governo para começar uma segunda etapa que mostra mudanças substanciais em todas as ordens, aplaudidas e reconhecidas por diversos países e órgãos internacionais.
Atualmente, a Nicarágua é considerada um dos países mais estáveis e seguros da região, ao mesmo tempo em que está em condições de deslanchar como uma das economias mais importantes da América Central, segundo seus indicadores.

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