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Postado em 26/11/2019 6:39

Moradores cortam acessos a capital do Chile em Greve Geral

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Santiago do Chile, 26 nov (Prensa Latina) Chile amanheceu hoje em greve geral convocada pelo movimento social, a 40 dias após o início dos protestos populares sem precedentes, na contramão do modelo neoliberal e as profundas desigualdades existentes no Chile.

Entre as primeiras ações, centenas de moradores dos bairros pobres desta capital bloquearam hoje vias de acesso a esta capital, reivindicando de melhores condições de vida.

Assim, 500 pessoas convocadas pelo movimento Ukamau construíram barricadas na Autopista del Sol, que une Santiago a Valparaíso.

Os protestantes foram desabrigados por forças especiais que empregaram jatos de água e gás pimenta lançado diretamente na cara dos manifestantes.

Desta forma, centenas de pessoas também interromperam o tráfico na autopista Pedro Aguirre, à altura da estação do metro Cerrillos, e ações semelhante se realizaram em outras pontos da periferia da capital.

Porta-vozes da organização declararam que as manifestações respondem à exigência de que os municípios e o governo ofereçam a possibilidade de que os moradores acessem moradias dignas com planos urbanos inclusivos e não como antes, que fez de Santiago uma cidade segregada e desigual.

Acrescentaram que como integrante da Mesa de Unidade Social, os protestos do movimento comunitário Ukamau fazem parte da greve geral convocada para esta terça-feira em todo o país.

Os manifestantes reclamam ao governo o que denominam uma agenda curta de medidas com soluções imediatas a algumas das demandas do movimento social.

Entre estas incluem-se aumento do salário mínimo a 510 mil pesos líquidos, das pensões ao nível desse salário, melhoria da qualidade na saúde e a educação públicas, bem como serviços básicos de eletricidade, água, transportes, ao alcance de todos os chilenos.

Sobre a mobilização de hoje, Nolberto Díaz, secretário geral da Central Única de trabalhadores (CUT), explicou que a greve responde que apesar dos anúncios feitos pelo governo, não tem tido diálogo com o movimento social e nenhuma de suas demandas tem sido atendida.

Acrescentou que as medidas tomadas pelo executivo de Sebastián Piñera, tentam que o modelo econômico permaneça intacto, sem afetar aos mais ricos, enquanto todos os chilenos deverão financiar com seus impostos.

Também é necessário, que nesta terça-feira o movimento sindical se expresse em manifestações pacíficas, alheias à violência e os saques, para reclamar dignidade para todos e chamando ao governo a reconsiderar.

O dirigente sindical considerou também que ‘se Piñera e os parlamentares não são capazes de dar uma solução às demandas dos chilenos, devem se afastar e convocar a eleições antecipadas’.

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