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Postado em 13/12/2017 8:57

Imprensa internacional tentou desacreditar eleições municipais na Venezuela

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Caracas, AVN

Diversos meios de comunicação internacionais orquestraram uma campanha para desacreditar as eleições municipais onde as forças chavistas venceram mais de 300 prefeituras em todo o país.

Entre eles estão os jornais El País, ABC da Espanha e El Mundo; assim como portais nos Estados Unidos Miami Diario e El Nuevo Herald.

Segundo estes meios, na votação não participaram os “principais partidos da oposição”, em referência à Vontade Popular (VP), Primeiro Justiça (PJ) e Ação Democrática (AD), embora de modo contraditório destacaram a presença de Um Novo Tempo, Copei e Avançada Progressista, que vale ressaltar, são organizações opositoras.

A mídia internacional também promoveu acusações sem fundamento sobre uma suposta fraude do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), baseadas em declarações da autodenominada Mesa da Unidade Democrática (MUD), e publicaram uma suposta alta abstenção, postura que coincide com o que foi transmitido por porta-vozes da coligação opositora venezuelana.

O jornal ABC publicou a manchete: “Venezuela celebra eleições municipais com o boicote da maioria da oposição” enquanto a matéria mencionava uma suposta fraude eleitoral nas eleições regionais de outubro e uma suposta “intimidação” e “chantagem” do governo bolivariano.

O portal Miami Diario disse “Venezuela elege prefeitos em meio à divisão e irregularidades”; enquanto El Nuevo Herald destacou “Golpeada por uma crise sem precedentes, Venezuela sai às urnas para eleger prefeitos”. Já o jornal espanhol El País publicou  “Venezuela elege prefeitos sem os principais partidos da oposição”.

Discurso de fraude e abstenção

Estes meios internacionais coincidiram na vitória que teria o Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv) nas eleições municipais, mas dando a entender que seria um triunfo chavista em meio à fraude e a abstenção.

Com esta discurso e antes que o CNE anunciasse os primeiros resultados, o jornal ABC destacou que grande parte dos municípios ficariam com o chavismo. “Das 335 prefeituras umas 72 estão nas mãos da oposição que poderiam perder umas 20 prefeituras ou mais pela avalanche eleitoral, segundo analistas”, afirmou.

Já o jornal El Nuevo Herald indicava: “O governismo desponta como favorito para ganhar a maioria dos cargos e consolidar a hegemonia que mantém no interior do país ha quase duas décadas”.

Depois que o CNE divulgou o primeiro boletim com resultados definitivos com a vitória do Psuv, o portal Miami Diario escreveu: “Venezuela: Resultados sem surpresa em eleição marcada pela abstenção”; enquanto El Nuevo Herald disse: “Venezuela: governismo arrasa em eleições municipais”.

O ABC da Espanha publicou: “O chavismo arrasa em municipais rotuladas de fraudulentas pela oposição”.

O que não dizem

Neste domingo, 9.139.564 eleitores foram às urnas para participar das eleições municipais, o que representa 47.32 % do eleitorado, mas para setores da oposição nacional e internacional este dado significa uma “alta abstenção”.

Em 2012, Enrique Peña Nieto foi eleito presidente do México com 38% dos votos, uma porcentagem menor que a dos prefeitos eleitos na Venezuela.

A mídia internacional também não destacou a rapidez e transparência do CNE ao divulgar os resultados definitivos poucas horas depois do fechamento dos centros de votação, algo que não aconteceu em Honduras, país que após as eleições gerais do dia 26 de novembro, continua sem saber quem será seu presidente.

As eleições hondurenhas estão repletas de irregularidades e “fraude” como denunciou em reiteradas oportunidades o candidato progressista, Salvador Nasralla, e especialistas internacionais e presidentes de outros países.

A confiabilidade e transparência da votação na Venezuela foi ratificada nesta segunda-feira pelo Conselho de Especialistas Eleitorais da América Latina (Ceela).

Neste domingo, as forças chavistas tiveram a terceira vitória eletoral deste ano, conquistando 92 % dos cargos disputados nas eleições municipais.

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