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Postado em 05/01/2016 4:33

Governo boliviano denuncia conspiração midiática apátrida

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La Paz, (Prensa Latina) A ministra de Comunicação, Marianela Paco, denunciou hoje uma conspiração midiática apátrida e em favor da política pró-chilena na demanda boliviana para uma saída ao mar, por alguns meios de imprensa deste país andino.

Paco explicou em coletiva de imprensa no Palácio de Governo que alguns meios difundiram a opinião de uma suposta pesquisadora que qualificou a demanda marítima apresentada pela Bolívia ante o Tribunal internacional de Haia como de distração e demagógica.

A funcionária governamental mostrou documentos para sustentar a denúncia e criticou o que chamou atitude pouco séria e irresponsável desses meios no tratamento do tema marítimo.

Convocamos esta coletiva de imprensa para denunciar e alertar sobre uma conspiração midiática e política pró-chilena, mediante uma ação coordenada e difundida através de alguns meios de comunicação e por políticos bolivianos, enfatizou.

Paco pediu igualmente ao Defensor do Povo, Rolando Villena, deixar a cartilha da direita, revisar a Carta Magna que rege suas funções, e aproximar-se do povo, depois de conhecer o informe que este apresentou sobre a democracia em que afirma estar fragilizada.

Criticou o representante da Defensoria do Povo por seguir a cartilha dos conservadores e privilegiados “que querem voltar para fazer das suas”.

Villena declarou ontem que no país a corrupção aumenta, o Governo controla os movimentos sociais, se debilitam instituições e os direitos dos povos indígenas se veem afetados, o que implica a fragilização da qualidade da democracia no país.

Por outra parte, o ex-ministro de Governo, Hugo Moldiz, considerou que o atual Defensor do Povo deveria renunciar a seu cargo pela ética, porque suas recentes declarações sobre a democracia demonstram claramente sua postura opositora ao Governo.

Essa não é sua função no papel que desempenha, sublinhou Moldiz, depois de notificar Villena a admitir ser parte da equipe de campanha ou porta-voz pelo Não, no referendo de 21 de fevereiro para reformar a Constituição em prol de um terceiro mandato de Evo Morales.

Villena, como os chefes de oposição, não perde o mínimo pretexto para desenvolver sua linha opositora, acrescentou Moldiz.

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