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Internacional

Postado em 30/11/2021 7:25

Fauci, a alma negra das guerras do Covid – O capitalismo na sua fase exterminista

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Pepe Escobar [*]

The real Anthony Fauci.

O lançamento de The Real Anthony Fauci: Bill Gates, Big Pharma and the Global War on Democracy and Public Health, de Robert F. Kennedy, deveria ser notícia de primeira página em todos os media noticiosos dos EUA. Ao invés disso, foi recebido com o proverbial silêncio ensurdecedor.

Os críticos pretenderam que Kennedy fosse ignorado como um louco por atacar um nome famoso e em Fevereiro conseguiram um feito quando o Instagram apagou permanentemente a sua conta, por alegadas falsas afirmações acerca do coronavírus e de vacinas. No entanto, o livro, publicado há poucos dias, já é um êxito de vendas.

RFK Jr., presidente do conselho de administração e consultor jurídico principal da Children’s Health Defense (Defesa da Saúde Infantil), propõe-se desconstruir a Nova Normal, que invade todos nós desde o início de 2020. No meu livro Raging Twenties, publicado no princípio de 2021, chamei a esta força de tecno-feudalismo.

Kennedy descreve-a como “totalitarismo crescente”, completada com “propaganda em massa e censura, a promoção orquestrada do terror, a manipulação da ciência, a supressão do debate, a difamação da dissidência e a utilização da força para impedir o protesto”.

Tratar o Dr. Anthony Fauci como fulcro da maior história do século XXI permitiu à RFK Jr. descrever uma complexa tela de militarização planeada e, especialmente, a monetização da medicina, um processo tóxico gerido pela Big Pharma, pela Big Tech e pelo complexo militar/inteligência – e devidamente promovido pelos principais meios de comunicação social.

Até agora todos sabem que os grandes vencedores têm sido a Big Finance, a Big Pharma, a Big Tech e a Big Data, com um nicho especial para os mamutes do Vale do Silício.

Porquê Fauci? RFK Jr. argumenta que durante cinco décadas ele foi essencialmente um agente da Big Pharma, alimentando “uma complexa teia de tramas financeiras entre empresas farmacêuticas e o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (National Institute of Allergy and Infectious Diseases, NIAID) e os seus empregados, que transformaram o NIAID numa perfeita subsidiária da indústria farmacêutica”. Fauci promove sem hesitações a sua relação amorosa com a Pharma como uma “parceria público-privada”.

Provavelmente os contornos plenos desta história muito complicada nunca antes foram examinados de acordo com estas linhas, amplamente documentadas e com uma grande riqueza de ligações. Fauci pode não ser um nome familiar fora dos EUA e especialmente em todo o Sul Global. No entanto, é esta audiência global que deveria estar particularmente interessada na sua história.

RFK Jr. acusa Fauci de ter seguido estratégias nefastas desde o início da Covid-19 – desde a falsificação da ciência até à supressão e sabotagem de produtos competitivos que provocam margens de lucro mais baixas.

O veredicto de Kennedy é duro:   “Tony Fauci não faz saúde pública; ele é um homem de negócios, que usou o seu escritório para enriquecer os seus parceiros farmacêuticos e expandir o alcance da influência que o tornou o mais poderoso – e despótico – médico da história humana”.

Trata-se de uma acusação muito grave. Cabe aos leitores examinar os factos do caso e decidir se Fauci é uma espécie de Dr. Strangelove médico.

Sem Vitamina D?

O lugar de destaque cabe ao modelo privilegiado de Fauci que sobrestimou as mortes de Covid em 525%, cozinhado pelo falsificador Neil Ferguson do Imperial College em Londres, devidamente financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. Este é o modelo, mais tarde desmascarado, que justificou a histeria dos confinamentos em todo o planeta.

Kennedy atribui à investigadora de vacinas canadiana Dra. Jessica Rose a acusação de que Fauci estava na linha da frente do apagamento da noção de imunidade natural, mesmo quando ao longo de 2020 o CDC e a Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiram que as pessoas com sistemas imunitários saudáveis suportam um risco mínimo de morrer de Covid.

O Dr. Pierre Kory, presidente da Front Line Covid-19 Critical Care Alliance, esteve entre aqueles que denunciaram o modus operandi de Fauci de privilegiar o desenvolvimento de vacinas técnicas e simultaneamente não permitir qualquer espaço para medicamentos reposicionados eficazes contra o Covid:   “É absolutamente chocante que ele tenha recomendado que não fossem prestados cuidados ambulatórios, nem mesmo a Vitamina D”.

O cardiologista clínico Peter McCullough e a sua equipa de médicos da linha da frente testaram protocolos profilácticos usando, por exemplo, Ivermectina – “tínhamos dados fantásticos de equipas médicas no Bangladesh” – e adicionaram outros medicamentos como Azitromicina, zinco, Vitamina D e IV Vitamina C. E tudo isto enquanto por toda a Ásia havia uma utilização generalizada de lavagens nasais salinas.

Em 1 de Julho de 2020, McCullough e a sua equipa apresentaram o seu primeiro protocolo inovador ao American Journal of Medicine. Tornou-se o documento mais descarregado do mundo, ajudando os médicos a tratar a Covid-19.

McCullough queixou-se no ano passado que Fauci nunca, até à data, publicou nada sobre como tratar um paciente Covid”. Ele além disso alegou: “Qualquer pessoa que tente publicar um novo protocolo de tratamento encontrar-se-á hermeticamente bloqueado pelas revistas que estão todas sob o controlo de Fauci”.

E ainda ficou muito pior. McCullough: “Todo o establishment médico estava a tentar encerrar o tratamento precoce e a silenciar todos os médicos que falavam de êxitos neste domínio. Toda uma geração de médicos acabou por deixar de exercer a medicina”. (Uma opinião contrária argumentaria que McCullough se deixou levar: Um milhão de médicos dos EUA – o número aproximado de médicos a actuar em qualquer altura – não poderiam ter estado todos metidos nisto).

O livro argumenta que as razões da falta de investigação original sobre como combater a Covid foram a dependência dos muito celebrados académicos americanos aos muito apreciados milhares de milhões de dólares concedidos pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) e o facto de ficarrem aterrorizados por contradizer Fauci.

Os especialistas de Frontline Covid, Kory e McCullough, são citados como acusando que a supressão por Fauci de tratamentos precoces e de medicamentos sem patente foi responsável por até 80% das mortes atribuídas à Covid nos EUA.

Como matar a concorrência

O livro apresenta um esboço pormenorizado de uma alegada ofensiva da Big Pharma para matar a hidroxicloroquina (HCQ) – com mercenários da investigação financiados pelo eixo Gates-Fauci alegadamente interpretando mal e relatando incorrectamente resultados negativos através da utilização de protocolos deficientes.

Kennedy afirma que até 2020 Bill Gates controlava virtualmente todo o aparelho da OMS, como o maior financiador depois do governo dos EUA (antes de Trump retirar os EUA da OMS) e utilizou a agência para desacreditar completamente o HCQ.

O livro também aborda o Lancetgate – quando as duas principais revistas científicas do mundo, The Lancet e o New England Journal of Medicine publicaram estudos fraudulentos a partir de uma base de dados inexistente propriedade de uma empresa até então desconhecida.

Poucas semanas depois, ambas as revistas – profundamente embaraçadas e com a sua credibilidade arduamente conquistada desafiada – retiraram os estudos. Nunca houve qualquer explicação para o seu envolvimento no que poderia ser interpretado como uma das fraudes mais graves da história da publicação científica.

Mas tudo isso servia um propósito. Para a Big Pharma, diz Kennedy, matar o HCQ e, mais tarde, a Ivermectina (IVM) eram prioridades máximas. Acontece que a Ivermectina é um concorrente de baixo preço de um produto da Merck, o Molnupiravir, que é essencialmente uma imitação mas capaz de vender a retalho a um lucrativo preço de 700 dólares por paciente.

Fauci ficou bastante entusiasmado com um estudo promissor do Remdesivir da Gilead – o qual não só não é eficaz contra o Covid como é de facto um veneno mortal, a US$3.000 por cada tratamento.

O livro sugere que Fauci pode ter querido matar o HCQ e a IVM porque, segundo as regras federais dos EUA, o reconhecimento da FDA tanto do HCQ como da IVM mataria automaticamente o Remdesivir. Acontece que a Fundação Bill e Melinda Gates tem uma grande participação no capital social da Gilead.

Um ponto-chave para Kennedy é que as vacinas eram o Santo Graal da Big Pharma.

Ele pormenoriza como o que poderia ser interpretado como uma aliança Fauci-Gates colocou “milhares de milhões de dólares dos contribuintes e isentos de impostos no desenvolvimento” de uma “plataforma de vacinas mRNA que, em teoria, lhes permitiria produzir rapidamente novos “reforços” (“boosters”) para combater cada “variante de fuga”.

As vacinas, escreve ele, “são um dos raros produtos comerciais que multiplicam os lucros ao falhar… A boa notícia para a Pharma era que toda a humanidade ficaria permanentemente dependente de doses de reforço bianuais ou mesmo trianuais”.

Quaisquer semelhanças com a nossa realidade actual de “reforços” não são mera coincidência.

resumo final dos dados dos ensaios clínicos da Pfizer levantará incontáveis sobrancelhas. Todo o processo durou apenas seis meses. Este é o documento que a Pfizer submeteu à FDA para obter a aprovação da sua vacina. É uma crença infundada que a Pfizer ganhou a aprovação de emergência da FDA, apesar de mostrar que a vacina poderia evitar uma (itálico meu) morte por cada 22.000 receptores da vacina.

Peter McCullough: “Porque o ensaio clínico mostrou que as vacinas reduzem o risco absoluto em menos de 1%, essas vacinas não podem possivelmente influenciar as curvas epidémicas. É matematicamente impossível”.

A matriz de Gates

Bill Gates – protegido como que por Teflon em praticamente todos os meios de comunicação social ocidentais – descreve a filosofia operacional da sua fundação como “filantrocapitalismo”. É mais como auto-filantropia estratégica, uma vez que tanto o capital da fundação como o seu património líquido têm andado a inchar em grande estilo (23 mil milhões de dólares apenas durante os confinamentos de 2020).

Fundação Bill e Melinda Gates – “uma organização sem fins lucrativos que luta contra a pobreza, a doença e a desigualdade em todo o mundo” – investe em multinacionais farmacêuticas, alimentares, agrícolas, energéticas, de telecomunicações e empresas tecnológicas globais. Exerce um considerável controlo de facto sobre as agências internacionais de saúde e agrícolas, bem como sobre os principais meios de comunicação social – como demonstrou a Columbia Journalism Review em Agosto de 2020.

Gates, sem sequer um diploma de licenciatura, para não mencionar um diploma de faculdade de medicina (tal como o autor Kennedy, é preciso notar, cuja formação foi como jurista), dispensa a sua sabedoria por todo o mundo como perito em saúde. A fundação detém acções e títulos corporativos na Pfizer, Merck, GSK, Novartis e Sanofi, entre outros gigantes, e posições substanciais na Gilead, AstraZeneca e Moderna.

O livro examina em pormenor como Gates controla a OMS (o maior doador directo: $604,2 milhões em 2018-2019, os mais recentes números disponíveis). Já em 2011, Gates ordenou: “Todos os 183 estados membros, devem fazer das vacinas um foco central dos seus sistemas de saúde”. No ano seguinte, a World Health Assembly, que estabelece a agenda da OMS, adoptou um Plano Global de Vacinas concebido por – quem mais? – a Fundação Bill e Melinda Gates.

A Fundação também controla o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (Strategic Advisory Group of Experts, SAGE), o principal grupo consultivo da OMS sobre vacinas, bem como a crucial Aliança GAVI (antiga Aliança Global para Vacinas e Imunização), que é o segundo maior doador da OMS.

A GAVI é uma “parceria público-privada” de Gates que, essencialmente, encaminha vendas a granel de vacinas da Big Pharma para nações pobres. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, há apenas três meses, proclamou que a “GAVI é a nova NATO”. A sede global da GAVI é em Genebra. A Suíça deu a Gates imunidade diplomática plena.

Poucos no Oriente e no Ocidente sabem que foi Gates quem, em 2017, escolheu a dedo o director-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus – que não trazia nenhum diploma médico e sim uma formação bastante duvidosa.

A Dra. Vandana Shiva, a principal activista dos direitos humanos da Índia (habitualmente acusada apenas de ser anti-vax), resume: “Gates sequestrou a OMS e transformou-a num instrumento de poder pessoal que ele usa com o propósito cínico de aumentar os lucros farmacêuticos. Destruiu sozinho as infraestruturas da saúde pública a nível mundial”. Privatizou os nossos sistemas de saúde e os nossos sistemas alimentares para servir os seus próprios objectivos”.

Jogo das pandemias

O capítulo 12 do livro, Jogos de germes, pode ser seguramente o mais explosivo de todos, pois foca-se nas armas biológicas e no aparelho de biosegurança dos EUA, com uma menção especial a Robert Kadlec, que pode reclamar a liderança da lógica – contagiosa – segundo a qual doenças infecciosas representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA, exigindo assim uma resposta militarizada.

O livro argumenta que Kadlec, estreitamente ligado às agências de espionagem, à Big Pharma, ao Pentágono e a variados empreiteiros militares, está também ligado aos investimentos da Fauci em experimentos de “ganho de função” capazes de engendrar super-bugs pandémicos.

Fauci nega fortemente ter promovido tais experimentos. Já em 1998 Kadlec havia escrito um documento de estratégia interna para o Pentágono – embora não para Fauci – promovendo o papel dos agentes patogénicos pandémicos como armas furtivas que não deixam impressões digitais.

Desde 2005 a DARPA, que inventou a Internet com a construção da ARPANET em 1969, tem financiado a investigação sobre armas biológicas. A DARPA – que chama o Pentágono de “investidor anjo do Pentágono” – também desenvolveu o GPS, bombardeiros furtivos, satélites meteorológicos, drones sem piloto e aquele prodígio de combate, o rifle M16.

É importante recordar que em 2017 a DARPA canalizou US$6,5 milhões através da Aliança EcoHealth de Peter Daszak para financiar o trabalho do “ganho de função” no laboratório Wuhan, para além de experimentos de ganho de função em Fort Detrick. A EcoHealth Alliance foi a organização através da qual Kadlec, Fauci e DARPA financiaram estes experimentos de ganho de função.

A DARPA também desenvolveu o GPS, bombardeiros furtivos, satélites meteorológicos, drones sem piloto, e aquele prodígio de combate, a espingarda M16. Em 2017, a DARPA canalizou 6,5 milhões de dólares através da Aliança EcoHealth de Peter Daszak para financiar o trabalho de “ganho de função” no laboratório Wuhan, para além de experiências de ganho de função em Fort Detrick. A EcoHealth Alliance foi a organização através da qual Kadlec, Fauci e DARPA financiaram estas experiências de ganho de função,

Poucas pessoas sabem que a DARPA também financiou a tecnologia chave para a vacina Moderna, começada já em 2013.

A RFK Jr. liga devidamente o progresso dos Jogos de Germes, começando com o Inverno Negro em 2001, o qual enfatizou o impulso do Pentágono rumo a vacinas como arma biológica (bioweapon vaccines) (o nome de código foi cunhado por Kadlec); o ataque com antrax três semanas após o 11/Setembro; a Tempestade Atlântica em 2003 e 2005, centrada na resposta a um ataque terrorista que desencadeava a varíola; o Mercúrio Global 2003; e o Lockstep em 2010, o qual desenvolveu um cenário financiado pela Fundação Rockefeller, onde encontramos esta pérola:

Durante a pandemia, líderes nacionais em todo o mundo flexibilizaram a sua autoridade e impuseram regras e restrições herméticas, desde o uso obrigatório de máscaras faciais até ao controlo da temperatura corporal nas entradas e em espaços comuns como estações de comboios e supermercados. Mesmo depois da pandemia ter desaparecido, este controlo e supervisão mais autoritária dos cidadãos e das suas actividades ficou mantido e até foi intensificado. A fim de se protegerem da propagação de problemas cada vez mais globais – desde pandemias e terrorismo transnacional até crises ambientais e ao aumento da pobreza – líderes por todo o mundo assumiram um controlo mais firme do poder.

RFK Jr. descreve um quadro em que, em meados de 2017, a Fundação Rockefeller e as agências de inteligência dos EUA haviam praticamente coroado Bill Gates como o principal financiador para o negócio de simulação de pandemias para os serviços de inteligência e os militares.

Entra a simulação MARS (Mountain Associated Respiratory Virus) durante o G20 na Alemanha em 2017. A MARS era sobre um novo vírus respiratório que se propagou para fora dos mercados cheios de gente numa fronteira montanhosa de uma nação sem nome que se parecia muito com a China.

Isto fica cada vez mais curioso quando se sabe que os dois moderadores da MARS eram muito próximos da Fundação Bill e Melinda Gates, e um deles, David Heymann, sentou-se com o CEO da Moderna no Conselho de Administração da Fundação Merieux USA. Acontece que a BioMerieux foi a empresa francesa que construiu o laboratório de Wuhan.

A Big Pharma beija serviços de inteligência ocidentais

Depois veio a SPARS 2017 no Centro Johns Hopkins para a Segurança da Saúde. A Fundação Bill e Melinda Gates é uma das principais financiadoras da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. A SPARS 2017 encenou (gamed) uma pandemia de coronavírus a decorrer entre 2025 e 2028. Como observa RFK Jr., “o exercício revelou-se um previsor assustadoramente preciso da pandemia de Covid-19”.

Em 2018, o perito em bioarmas Peter Daszak foi entronizado como o conector principal através do qual Fauci, Kadlec, DARPA e USAID – que costumava ser uma cobertura da CIA e agora reporta ao Conselho Nacional de Segurança – transferia subsídios para financiar a investigação sobre ganho de funções, incluindo o Laboratório de Biossegurança do Instituto Wuhan de Virologia (Wuhan Institute of Virology Biosafety Lab).

Crimson Contagion, supervisionado por Kadlec após oito meses de planeamento, surgiu em Agosto de 2019. Fauci estava a bordo do auto-descrito “exercício funcional”, representando o NIH, juntamente com Robert Redfield do CDC e vários membros do Conselho de Segurança Nacional. O jogo de guerra foi realizado em segredo, a nível nacional. O   After-Action Crimson Contagion Report (Relatório após acção de contágio Crimson) só foi divulgado através de um pedido ao FOIA.

A estrela do espectáculo da pandemia de Gates foi sem dúvida o Evento 201 em Outubro de 2019, realizado apenas três semanas antes de a inteligência dos EUA poder – ou não – ter suspeitado que o Covid-19 estava a circular em Wuhan. O evento 201 foi acerca de uma pandemia global de coronavírus. RFK Jr. argumenta persuasivamente que o Evento 201 foi o mais próximo possível de uma simulação “em tempo real”.

O capítulo Jogos de Germes leva o leitor a reconhecer aquilo que os principais meios de comunicação social simplesmente se recusaram a relatar:   como o envolvimento generalizado dos serviços de inteligência dos EUA (e do Reino Unido) mantêm uma presença secreta – mas dominante – em toda a resposta ao Covid-19.

Um exemplo muito bom é o Wellcome Trust – a versão britânica da Bill and Melinda Gates Foundation – que é um spin-off da GlaxoSmith Kline da Big Pharma. Isto resume a essência do casamento entre a Big Pharma e a informação ocidental.

A presidente do Wellcome Trust, de 2015 a 2020, foi uma antiga directora geral do MI5, Dame Eliza Manningham-Buller. Foi também presidente do Colégio Imperial desde 2001. O “Dr. Fauci inglês”, Neil Ferguson, dos modelos infames e mortalmente errados que levaram a todos os confinamentos, era um epidemiologista a trabalhar para o Wellcome Trust.

Estas são apenas algumas das percepções e ligações tecidas através do livro de RFK Jr. Para o bem do serviço público, todo o conjunto do livro deveria ser disponibilizado para escrutínio popular em todo o mundo. Estes assuntos dizem respeito a todo o planeta, especialmente ao Sul Global.

O Prémio Nobel Luc Montaigner observou como, “tragicamente para a humanidade, há muitas, muitas inverdades que emanam de Fauci e dos seus comparsas”. Ainda mais trágico é o que emana dos seus mestres.

Conteúdo do livro:

Chapter 1: Mismanaging a Pandemic

   I: Arbitrary Decrees: Science-Free Medicine

   II: Killing Hydroxychloroquine

   III: Ivermectin

   IV: Remdesivir

   V: Final Solution: Vaccines or Bust

Chapter 2: Pharma Profts over Public Health

Chapter 3: The HIV Pandemic Template for Pharma Profteering

Chapter 4: The Pandemic Template: AIDS and AZT

Chapter 5: The HIV Heresies

Chapter 6: Burning The HIV Heretics

Chapter 7: Dr. Fauci, Mr. Hyde: NIAID’s Barbaric and Illegal Experiments on Children

Chapter 8: White Mischief: Dr. Fauci’s African Atrocities

Chapter 9: The White Man’s Burden

Chapter 10: More Harm Than Good

Chapter 11: Hyping Phony Epidemics: “Crying Wolf”

Chapter 12: Germ Games

Afterword

Author’s Note

[*] Jornalista, analista político.

O original encontra-se no Asia Times e em www.unz.com/pescobar/fauci-as-darth-vader-of-the-covid-wars/

Este artigo encontra-se em resistir.info

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