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Postado em 01/12/2020 3:35

Desembargadora que ofendeu Marielle vai julgar Flávio Bolsonaro no TJ-RJ

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Sputnik – Marília Castro Neves, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) vai ser uma das responsáveis por analisar a denúncia que envolve o senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas”.

A magistrada, eleita na noite desta segunda-feira (30) para o Órgão Especial do TJ-RJ, que tem como atribuição julgar autoridades com foro especial, ficou conhecida por ofender Marielle Franco dias após a vereadora do Rio de Janeiro ser assassinada a tiros.

As informações foram confirmadas pela Folha de São Paulo.

O comentário sobre a ex-vereadora do PSOL foi feito em texto postado em uma rede social pelo magistrado aposentado Paulo Nader, no qual ele chama Marielle de “uma lutadora dos direitos humanos e líder de uma população sofrida”.

 

Protesto pela memória de Marielle Franco e Anderson Gomes.
© AP PHOTO / LEO CORREA
Protesto pela memória de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Na ocasião, Marília Castro Neves disse que Marielle “estava engajada com bandidos” de uma facção criminosa antes de ser morta. 

Vale lembrar que nas eleições de 2018, a desembargadora Marília Castro Neves manifestou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro.

O escândalo da “rachadinha”

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, é acusado de peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. De acordo com a denúncia, o senador liderou uma organização criminosa que recolhia parte do salário dos funcionários para benefício próprio.

 

O senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, em 20 de julho de 2020.
© FOLHAPRESS / PEDRO LADEIRA
O senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, em 20 de julho de 2020.

denúncia foi encaminhada pelo Ministério Público ao TJ-RJ em 19 de outubro. Na petição entregue ao órgão consta depoimento do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. Ele admitiu a existência de um esquema de “rachadinha”. 

Em nota divulgada em 25 de novembro, a defesa de Flávio Bolsonaro nega o crime e disse que ele “desconhece as supostas operações financeiras”.

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