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Cuba

Postado em 06/08/2021 4:04

Cuba: Vacina Abdala é testada em crianças de 3 a 11 anos

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CAMAGÜEY.- Enquanto avança nesta cidade o teste clínico pediátrico Fase II com a vacina Abdala em 300 adolescentes entre 12 e 18 anos, em paralelo começou na terça-feira, 3 de agosto, em duas das suas nove áreas de Saúde, a Fase I do teste em 44 crianças de três a 11 anos.

O processo de imunização para a primeira dose ocorreu nas policlínicas Ignacio Agramonte e Julio Antonio Mella, após a realização prévia dos exames para verificar o estado de saúde das crianças e obtenção da anuência dos pais, dois dos principais requisitos de inclusão no estudo.

Entre os primeiros a comparecer à consulta, depois de superar os rigorosos testes, estava Mauro Castelló Caballero, de oito anos: «Estou muito feliz, disse, porque assim posso contribuir para que todas as crianças cubanas possam ser vacinadas o mais cedo possível e que não adoeçam com a Covid-19».

Sua mãe, a professora universitária Yailé Caballero Mota, não hesitou em expressar sua confiança na ciência cubana e na qualidade e eficácia da vacina Abdala: «Acredito que o fato de Mauro participar como voluntário do teste clínico Ismaelillo também é sua pequena contribuição para poder continuar com o estudo e que, mais cedo ou mais tarde, o resto das crianças cubanas seja imunizado, inclusive minha outra filha de 17 anos».

Sonia Resik Aguirre, pesquisadora principal do teste clínico, explicou que, após uma semana, os eventos adversos da vacina serão avaliados e serão decididos, em conjunto com o Centro Estatal de Controle de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed), o início da Fase II nessa faixa etária.

A doutora em Ciências comentou que o estudo entre adolescentes (12-18 anos) vai muito bem (a segunda dose de Abdala está se aproximando), pois praticamente o que tem predominado, como evento adverso, é a dor no local da injeção, algo que quase sempre acontece com as vacinas.

Segundo Resik Aguirre, os resultados do teste clínico pediátrico Fase I-II, sob o nome de Ismaelillo, devem ficar prontos entre os meses de setembro e outubro e, se tudo for favorável, como esperado, a vacina Abdala estará disponível para aplicação a toda a população infantil de Cuba.

ESTUDOS CLÍNICOS AVANÇADOS COM SOBERANA

Os testes clínicos Soberana Pediatría e Soberana Centro — ambos desenvolvidos com imunógenos do Instituto Finlay de Vacinas (IFV) — estão progredindo nas províncias de Havana e Cienfuegos, respectivamente, segundo a doutora Meiby Rodríguez González, diretora de Pesquisa Clínica da instituição científica, no programa Mesa Redonda, da televisão.

Quanto ao estudo Soberana-Pediatría, que realiza fase I / II na população pediátrica e inclui esquema de duas doses de Soberana 02 e uma de Soberana Plus, a especialista destacou que continua evoluindo de forma satisfatória no hospital pediátrico Juan Manuel Márquez e nas policlínicas 5 de Septiembre, em Playa, e Carlos J. Finlay, em Marianao, ambas na capital.

A doutora Rodríguez González especificou que o estudo já concluiu a administração da segunda dose na faixa etária de 12 a 18 anos das fases I e II, e nos três a 11 anos da fase I. Na próxima semana será aplicada a terceira dose em adolescentes na fase I. Este teste em crianças mais novas não relatou eventos adversos graves, sendo a dor leve no local da vacinação o evento mais frequente.

Em relação ao estudo Soberana Centro, na província de Cienfuegos, que inclui as três vacinas candidatas IFV (Soberana 01, Soberana 02 e Soberana Plus), soube-se que a imunização já avançou, com a primeira dose, dos 1.166 voluntários planejados para o estudo.

A Soberana Centro é um estudo de Fase II, controlado, randomizado, multicêntrico, de grupo paralelo e duplo-cego em adultos com idade entre 19 e 80 anos dos municípios de Cienfuegos de Palmira e Cruces. Possui dois grupos experimentais de 583 pessoas cada: no primeiro receberão duas doses de Soberana 01 mais uma de Soberana Plus, e no segundo, duas doses de Soberana 02 e uma de Soberana Plus. A diretora de Pesquisas Clínicas do IFV explicou que o objetivo deste estudo é comparar a resposta imune induzida pela Soberana 01 respeito a Soberana 02. «Neste caso Soberana 01 tenrá que demonstrar que não é inferior do ponto de vista imunológico a Soberana 02», precisou.

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