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Postado em 11/11/2018 8:30

Chile condena militares por morte de opositores em 1973

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Archivo General Histórico del Ministerio de Relaciones Exteriores de Chile (Foto oficial de Augusto Pinochet Ugarte (c. 1974)
por Redação Carta Capital

A Justiça chilena condenou nesta sexta-feira 11 militares reformados por seu envolvimento nas mortes de 15 opositores em 1973, durante a ditadura de Augusto Pinochet. As penas variam de três a 15 anos de prisão.

Os crimes ocorreram na cidade de La Serena pela “Caravana da Morte”, um grupo militar sob o comando do general Sergio Arellano Stark e responsável pelo assassinato de 100 presos políticos em todo o Chile.

Os corpos das vítimas foram colocados em uma vala comum do cemitério local. Eles foram descobertos e identificados apenas em 1998.

Na época do crime, as autoridades chilenas chegaram a publicar uma nota confirmando a execução de “15 extremistas, em cumprimento do que foi decidido por tribunais militares em tempos de guerra”.

O coronel Ariosto Lapostol Orrego, chefe do regimento responsável pelos assassinatos, foi condenado a mais de 15 anos de por homicídio. O general Juan Emilio Cheyre, ex-comandante-chefe do Exército entre 2002 e 2006, recebeu uma pena de três anos por ter acobertado o  crime.

Cheyre é a mais alta figura das Forças Armadas a ser condenado por abusos cometidos durante a ditadura.

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