Brasília, 17 de maio de 2022 às 04:10
Selecione o Idioma:

Sem Titulo

Postado em 09/07/2016 8:24

A Internet das coisas ou a perigosa digitalização mundial

.

Por Livia Rodríguez Delis*
Havana, (Prensa Latina) O mundo tal e como se conhece na atualidade, a nível doméstico e profissional, mudará com a hiperconexão em massa que se avizinha mediante a Internet das coisas ou Internet dos objetos (IoT, por sua sigla em inglês).
Segundo especialistas, essa nova revolução tecnológica encontra-se no dobrar da esquina, e já se preparam com avidez as grandes empresas operadoras das comunicações, companhias de diversos setores industriais e fabricantes de dispositivos de acesso e de rede.
O novo conceito, desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, possibilita dotar todos os objetos eletrônicos – cafeteiras, refrigeradores, automóveis, equipamentos médicos – de uma direção IP (Internet Protocol) para que compartilhem informação na plataforma digital.
A partir de 2020, quase 50 bilhões de dispositivos estarão ligados dessa maneira à rede com o fim de proporcionar aos cidadãos serviços e aplicativos inteligentes sem precedentes.
Atualmente, somente 1% está na rede, mas com a internet das coisas bastará integrar um chip de poucos milímetros em qualquer objeto do lar, do trabalho ou da cidade para processar e transmitir dados constantemente.
Como estrutura de conectividade confiável, veloz e que resista à enxurrada de dispositivos em nuvem, foi apresentada a rede 5 G, que começará a se estabelecer em 2018 e funcionará comercialmente a partir de 2020.
A presente está em fase de desenvolvimento e promete a redução do atraso das comunicações, um aumento do volume de transferência de dados e a melhoria de cobertura, afirmaram representantes da empresa sueca Ericsson e a chinesa Huawei, a cargo do projeto.
Além das grandes operadoras e dos fabricantes de dispositivos de acesso à rede, há grande expectativa no setor industrial sobre o alcance e possibilidades da internet dos objetos.
Atari, a produtora de videogames, anunciou que retornará para fabricar dispositivos destinados ao IoT e não com um consolo retrô.
Enquanto na recente feira tecnológica Computex 2016 de Taipei, a companhia ACER de Taiwan dotou de aplicativos inteligentes os consumidores, que com sua própria nuvem de internet criaram e programaram receitas para rastrear as atividades de seus entes queridos.
Segundo Wall Street Journal, Samsung, da Coreia do Sul, investirá 1.200 bilhão de dólares durante os próximos quatro anos para melhorar a tecnologia e o poder de utilização para a internet das coisas.
A organização assegurou que o fará por meio da pesquisa e desenvolvimento interno e a aquisição de outras companhias.
O LADO OBSCURO
Para os impulsionadores da comercialização da Iot, seus benefícios são muito claros: uma vida mais cômoda para o homem e eficientemente gerenciada.
A IoT contribuirá para prognosticar melhor o tempo, prevenir e lutar contra as doenças e reduzir a despesa de energia.
Também terá um papel importante em alertar sobre catástrofes naturais e cooperará com a segurança pública, a educação, o comércio, a economia e as finanças.
No entanto, os opositores advertem sobre o perigo da rápida evolução da tecnologia, pois consideram que ultrapassa a capacidade dos usuários para assumir os avanços e a de se proteger diante das potenciais ameaças.
Entre as vulnerabilidades críticas da tecnologia, destacam a insegurança informática e a ameaça à privacidade.
Recentemente, o fabricante de automóveis Fiat Chrysler teve que retirar do mercado mais de um milhão de veículos para revisar seu software, depois que um pirata informático hackeou um dos automóveis, em plena prova.
Além disso, recordaram quando se descobriu que as smart-TV da Samsung escutavam e transmitiam as conversas de terceiros, sem autorização.
O fato é que o futuro se torna interessante e para os especialistas o maior perigo do desenvolvimento quase desatinado dessa tecnologia é que quase ninguém está preparado para enfrentar seus desafios.
*A autora é jornalista da redação de Ciência e Tecnologia da Prensa Latina.

Comentários: